Como a Microsoft foi de líder à esquecida no mercado de celulares?

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Como a Microsoft foi de líder à esquecida no mercado de celulares?

Redação
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28 agosto 2025Última atualização: 28 agosto 2025
Celular da Microsoft

(Imagem: Wall Street Journal)

O ano é 2007. Steve Jobs subia ao palco para apresentar o primeiro iPhone a cerca de 3 mil pessoas — aparelho que, nos dias (e anos) seguintes, seria conhecido por milhões de pessoas ao redor do mundo.

No entanto, o que pouca gente sabe é que, até um ano antes, a Microsoft dominava boa parte do mercado de smartphones com sua plataforma Windows Mobile.

O então CEO, Steve Ballmer, desdenhou do iPhone, acreditando que clientes corporativos preferiam teclados físicos, além de duvidar do sucesso de um aparelho “tão caro”.

Maaas… apesar do ceticismo inicial, o foco da Apple na experiência do usuário revolucionou o mercado — e o desdém de Ballmer terminou custando caro.

Senta que lá vem história 🛋️

Celular da Microsoft

A relação da Microsoft com os celulares começou nos anos 1990, com o desenvolvimento de um sistema operacional para assistentes pessoais digitais (PDAs), os precursores dos smartphones.

Assim, com agenda, e-mail e mini-games, nasceu o Pocket PC, que tinha a missão de ser um Windows de bolso.

Em 2003, o aparelho evoluiu para o Windows Mobile, sistema operacional que passou a equipar celulares de marcas como HTC, Motorola e Samsung, dominando boa parte do mercado.

Para se ter uma ideia, só no ano fiscal de 2007, a Microsoft vendeu mais de 11 milhões de licenças — e esperava um aumento de 50% nos anos seguintes.

No entanto, apesar de ter sido precursora, o sucesso do Windows Mobile durou pouco, com a chegada de dois concorrentes pesados: o iOS, do iPhone, e o Android, da Google.

O resultado? A plataforma da Microsoft começou a parecer datada, já que a empresa demorou para perceber a mudança nas preferências dos usuários, que valorizavam mais a conveniência do que as especificações técnicas.

A resposta veio tarde demais…

O Windows Phone 7 foi lançado apenas em 2010 e, apesar de receber elogios por sua interface, o sistema tinha um problema fatal: seu fraco ecossistema de aplicativos.

O aparelho chegou ao mercado com cerca de 2 mil apps, contra 200 mil do Android e 300 mil do iOS — apps populares como Shazam, Twitter e YouTube simplesmente não existiam na plataforma.

Em uma tentativa de reviver sua posição, a Microsoft firmou uma parceria com a Nokia em 2011, lançando a bem-sucedida linha Lumia. Mas a iniciativa foi prejudicada pelo próprio sistema operacional, que continuava extremamente limitado.

(Imagem: Bloomberg)

O erro fatal: o fiasco das atualizações 💔

Como se já não bastasse a demora na resposta da Microsoft e o crescimento ininterrupto do iPhone, a empresa liderada por Steve Ballmer dificultou a transição dos usuários do Windows Mobile 7 para o Windows Mobile 8.

  • A decisão fragmentou a base de usuários e alienou os clientes mais leais, que se sentiram traídos por terem apostado em uma plataforma em desenvolvimento.

Essa falta de um caminho claro de atualização corroeu a confiança na marca e impediu a construção de uma base sólida de usuários a longo prazo.

A Microsoft até tentou mudar os rumos ao adquirir a divisão de smartphones da Nokia em 2013, por US$ 7,2 bilhões, mas não conseguiu produzir dispositivos ou software competitivos.

Corta para 2017, após anos de queda no faturamento e falhas de produtos, a empresa abandonou o mercado de hardware para smartphones, no que se tornou um dos maiores fracassos da sua história.

Anos depois, o próprio Ballmer admitiu que a Microsoft perdeu tempo crucial por não ter integrado hardware e software com rapidez suficiente.

Takeaways ✍️

A história é um clássico: uma empresa dominante, que despreza o crescimento da concorrência e acaba engolida por não inovar a tempo.

Enquanto a Microsoft focou em recursos para empresas, a Apple venceu ao oferecer uma experiência de usuário intuitiva e superior — provando que a forma como um produto funciona é mais importante do que sua lista de funcionalidades.

Em meio ao desespero do fracasso, forçar os clientes a comprar novos aparelhos para obter atualizações de software quebrou de vez a confiança e a lealdade, um erro de gestão de produto que se provou fatal.

PS: Quem também não se deu bem nesse mercado foi a Amazon, que investiu US$ 170 milhões para lançar o Fire Phone — e fracassou grandiosamente. Conheça a história aqui.

Redação

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