OnlyFans: O fenômeno polêmico da era dos creators

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OnlyFans: O fenômeno polêmico da era dos creators

Redação
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10 setembro 2024Última atualização: 10 setembro 2024
OnlyFans

(Imagem: CNBC)

Que conteúdos mais picantes e sensuais tendem a chamar mais atenção, isso você já sabia. Mas os recentes números divulgados pelo OnlyFans mostram que o interesse é bem maior do que muitos pensavam.

Contextualizando: O OnlyFans é uma plataforma social na qual creators cobram para que os usuários tenham acesso a fotos, vídeos e outros benefícios. Boa parte do material postado na rede é focado em conteúdo adulto.

Em 2023, a plataforma registrou:

  • Pouco mais de 4 milhões de criadores de conteúdo — aumento de 29% em relação ao ano anterior;
  • 305 milhões de usuários — crescimento de 28% YoY.

No mesmo período, a empresa teve uma receita bruta de US$ 6,6 bilhões, uma alta de 20% se comparado a 2022 e uma diferença impressionante referente aos US$ 300 milhões gerados em 2019.

Desse total, os EUA são responsáveis por cerca de 66%, seguido por Reino Unido, local onde a empresa foi fundada, e Europa que, juntos, somam 16%.

O que mais impressiona é que, embora o OnlyFans seja baseado em assinaturas, mais de 60% dos gastos dos consumidores em 2023 foram feitos por meio de transações únicas — compras complementares que podem custar dezenas de dólares ou mais.

Inclusive, enquanto o faturamento via subscription subiu apenas 9% desde 2021 (US$ 227 milhões), os gastos transacionais aumentaram 70% (US$ 1,6 bilhão), representando 88% do crescimento total.

Para ser uma ideia do tamanho da empresa, acredita-se que a receita da empresa seja 2x maior que a gigante da pornografia Aylo, dona do Pornhub e de várias outras marcas.

Entre os motivos que contribuíram para esse crescimento estão:

  • Canais de celebridades como Cardi B, Bella Thorne, Denise Richards, Tyga, Anitta e DJ Khaled — calma, nem todos esses oferecem conteúdo explícito;
  • Ações regulatórias que forçaram muitos líderes do mercado pornográfico a excluir a maioria de seus catálogos;
  • Decisões de redes sociais como Reddit e Tumblr de banir conteúdo adulto.

No entanto, o que possivelmente seja o principal fator por trás do sucesso do OnlyFans é que os creators ficam com cerca de 80% do que geram na plataforma.

Não à toa, a empresa é considerada uma ameaça para a indústria pornográfica, uma vez que os profissionais do meio agora podem ganhar mais dinheiro, de forma mais segura e tendo maior autonomia.

O resultado: Em 2023, o OnlyFans pagou US$ 5,3 bilhões para os criadores de conteúdo, quase US$ 1 bilhão a mais que no ano anterior.

Só para ter ideia, a cifra é maior que a soma dos salários dos jogadores da NBA na temporada 2023/24 (US$ 4,9 bi) e não ficou muito longe da folha de pagamento dos NFL players (US$ 7,2 bi).

A estratégia utilizada por muitos criadores é separar seu conteúdo em diferente planos, desde o gratuito até o VIP por cerca de US$ 100/mês.

  • Além disso, alguns deixam a opção de transações adicionais reservadas apenas para aqueles que pagam pelo tier mais alto.

Os principais assinantes também têm a capacidade de se comunicar diretamente com o criador, permitindo que esses usuários façam solicitações que, consequentemente, podem gerar novas compras.

Para minimizar a rotatividade, muitos benefícios estão disponíveis apenas para assinantes antigos.

Maaaass… Nem tudo são flores. Enquanto alguns creators conseguem gerar milhões por mês, o criador médio consegue por volta de US$ 1.800 anuais — ou seja, US$ 1.450 de receita líquida.

Takeaway

Como qualquer negócio de efeito de rede, o valor está diretamente relacionado ao número de agentes conectados.

Em outras palavras, quanto mais produtores, mais conteúdos são publicados, logo, maior a geração de valor e, com isso, mais usuários e mais comunicação, ocasionando uma aceleração da valorização do negócio. Qualquer rede social ganha (ou sofre) com isso.

Fazendo um paralelo, pare para pensar por que você não usa mais o Snapchat. Querendo ou não, sua resposta final vai ser: “nenhum amigo meu está lá”. Pronto.

Se todos os seus amigos estivessem lá, você provavelmente também entraria. E assim a plataforma cresceria exponencialmente, da mesma forma que o uso dela no Brasil caiu exponencialmente à medida que as pessoas pararam de usar. Isso é efeito de rede.

Por falar em valorização… O OnlyFans está avaliado em aproximados US$ 18 bilhões, montante maior que o valor de 7 das principais startups de educação da atualidade — tirando a maior, Duolingo.

E pensar que, em 2020, a empresa chegou a anunciar que iria barrar os conteúdos adultos explícitos de sua plataformaImagine se ela seguisse com essa decisão.

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