Como o WhatsApp chamou a atenção do Facebook

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Como o WhatsApp chamou a atenção do Facebook

Redação
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30 abril 2024Última atualização: 30 abril 2024

(Imagem: Mariia Shalabaieva | Unsplash)

Em meio a tantos aplicativos disputando pela atenção dos brasileiros, poucos consegue ser tão essenciais quanto o WhatsApp.

São mais de 147 milhões pessoas utilizando o app por aqui, o que corresponde a mais de 96% dos brasileiros que estão no online.

No mundo, só ficamos atrás da Índia, que possui em torno de 390 milhões. Também, com mais de 1,4 bilhão de habitantes, fica fácil. risos.

WhatsApp

Ao todo, são aproximadamente 2,4 bilhões de usuários no mundo enviando, somadas, mais de 100 bilhões de mensagens diariamente. Isso o torna a maior rede social de mensagens do planeta.

Sua receita está estimada entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão por ano, o que representa uma fatia minúscula dos US$ 134 bilhões obtidos pela Meta em 2023.

Mesmo assim, por conta desse alcance gigantesco, muitos acreditam que o WhatsApp vai fazer jus aos bilhões pagos por ele em 2014 e se tornar uma, senão, a melhor aquisição da empresa do tio Zuck.

Maaas… Como começou esse relacionamento?

Voltando alguns bons anos. Para entender isso, temos que voltar a 2009 para conhecer os primórdios do app com um dos cofundadores, o imigrante ucraniano Jan Koum.

Já morando nos Estados Unidos, ele deixava de atender ligações constantemente por conta de uma política em sua academia que não permitia celulares enquanto as pessoas estivessem treinando.

A solução do problema: Criar uma lista de contatos que mostrasse o status de cada pessoa ao lado de seus respectivos nomes.

Foi daí que veio o nome WhatsApp, uma referência a expressão muito utilizada pelos americanos: What’s Up with You — que traduzida seria “E aí? O que você está fazendo?”.

No entanto, observando pouca adesão, Koum pivotou e decidiu desenvolver um aplicativo de mensagens acessível para todos.

Oportunidade de mercado. Na época, os serviços de mensagens de texto gratuitos eram escassos — a principal alternativa era o BBM, exclusivo para donos de aparelhos Blackberry.

Além disso, embora os planos de mensagens de texto ilimitadas fossem comuns nos EUA, eles eram muito menos onipresentes no resto do mundo. Foi aí que os usuários começaram a migrar para o aplicativo.

A cereja no bolo veio quando a Apple lançou a funcionalidade das notificações push. Assim que os usuários mudassem seus status dentro do aplicativo, todos os seus contatos eram notificados.

O resultado: Chegar a 250 mil usuários ativos em poucos meses e a adição de Brian Acton ao time, que trouxe um aporte de US$ 250 mil de um grupo de investidores.

Fundadores do WhatsApp, Jan Koum e Brian Acton
(Imagem: Sequoia Capital)

Por falar em usuários…

Eles seriam os principais responsáveis pelo crescimento da empresa. Isso porque o WhatsApp quase não investiu em marketing e chegou a milhões de usuários apenas pelo boca a boca.

O principal motivo: O foco dos fundadores sempre foi construir um produto eficaz e que não possuísse publicidade.

Koum tinha aversão a propagandas e manteve um bilhete com as seguintes palavras ditas por Acton: “No Ads! No Games! No Gimmicks!” — “sem publicidade, sem jogos, sem truques!".

(Imagem: Sequoia Capital)

Fora isso, os fundadores sabiam que a oportunidade estava nas massas e trabalharam para que o WhatsApp funcionasse no maior número possível de celulares e não apenas em smartphones.

A popularidade do app era tanta que os usuários nem se importavam de pagar US$ 1 por ano para usá-lo de forma ilimitada.

  • Esse valor de assinatura, inclusive, ajudou o WhatsApp a crescer de forma lucrativa, mantendo sua interface livre de anúncios.

By the numbers: Em 2011, o app já observada mais de 2 bilhões de mensagens enviadas por dia. No mesmo ano, a empresa recebeu um aporte de US$ 8 milhões.

Fast forward para 2012, Koum recebe um e-mail inesperado de Mark Zuckerberg perguntando se eles poderiam se encontrar e, quem sabe, formar uma parceria estratégica. Confira detalhes do e-mail aqui.

Nas entrelinhas desse e-mail, o tio Zuck certamente não estava apenas impressionado com o crescimento do WhatsApp como enxergava o app como uma possível ameaça ao domínio global do Facebook.

Koum e cia., no entanto, permaneceram focados na expansão do WhatsApp de forma independente.

E que expansão… 📈

Em dezembro de 2013, o app cruzaria a barreira dos 400 milhões de usuários ativos mensais, administrando cerca de 50 bilhões de mensagens por dia e uma presença em 250 países.

Essa possibilidade das pessoas poderem se conectar independentemente do telefone, sistema operacional, operadora ou país, foi, na época, um dos grandes diferenciais do app.

Eis que, em fevereiro de 2014, chegava o grande anúncio: a empresa, com seus 55 funcionários, seria adquirida pelo Facebook por US$ 19 bilhões. Abaixo, a foto de Koum assinando o contrato.

(Imagem: Forbes)

No comunicado aos acionistas, uma frase de Zuckerberg ficou marcada: “Mais de 1 milhão de pessoas entram no WhatsApp todos os dias e ele está a caminho de conectar um bilhão de pessoas.”

Não demorou muito. Em fevereiro de 2016, sete anos depois de ser lançado, o WhatsApp cruzava a barreira do bilhão, o segundo app na história a alcançar essa marca — só depois do Facebook.

Redação

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