Forever 21: De US$ 4 bilhões em vendas para 2 recuperações judiciais

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Forever 21: De US$ 4 bilhões em vendas para 2 recuperações judiciais

Redação
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20 março 2025Última atualização: 19 março 2025
Forever 21

(Imagem: Forbes)

Anos antes de Shein, Temu e companhia, um dos principais nomes do fast-fashion foi a Forever 21. Em seu auge, teve uma presença global com mais de 800 lojas físicas e mais de 43 mil colaboradores.

No entanto, no dia 17/03/2025, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial pela segunda vez nos EUA, forçando-a a fechar lojas no país e demitir centenas de funcionários.

Então, o que deu errado?

A história começou em 1984. O casal sul-coreano Jin Sook e Do Won “Don” Chang, que imigrou para os EUA três anos antes, juntou US$ 11 mil para abrir a primeira loja em Los Angeles, chamando-a de Fashion 21. 

O fast-fashion não era uma tendência nova. Concorrentes como Zara e Topshop já vendiam produtos semelhantes, mas a Forever 21 os oferecia preços mais baratos.

Além disso, ao contrário de outros players populares entre os adolescentes, um dos diferenciais da empresa era a sua capacidade de estar sempre ligada nas últimas tendências da moda, com estilos que você veria apenas em lojas de roupas de grife.

Isso acabou atraindo uma gama muito maior de consumidores, especialmente os mais fanáticos pelo mundo fashion… E os números estão aí para provar isso.

O sucesso levou a marca ao mundo, abrindo mais de 200 lojas no exterior, com pelo menos 70 delas com 3.250 metros quadrados ou mais — incluindo uma unidade de mais de 8.300 m² na Times Square (veja abaixo).

Forever 21 na Times Square
(Imagem: The Wall Street Journal)

Mas a expansão teve um custo

Os grandes espaços significavam que a empresa tinha que ter muito estoque. Com o tempo, isso se tornou um problema financeiro que não era tão fácil de administrar. 

O resultado: Em 2019, a Forever 21 entrou com pedido de recuperação judicial, citando sua rápida expansão internacional e baixo desempenho como principais razões — lojas no Canadá, Europa e Ásia perderam, em média, US$ 10 milhões por mês entre 2018 e 2019.

Nos shoppings dos EUA, locais nos quais a varejista era uma grande inquilina, as vendas caíram devido ao aumento do comércio eletrônico (ao qual ela foi muito lenta para se adaptar) — e, posteriormente, à pandemia do COVID-19.

  • Quando entraram com o pedido de recuperação judicial, apenas 16% de suas vendas eram por meio do comércio eletrônico. 
  • Um mês depois, continuou perdendo dinheiro, na casa dos US$ 120 milhões.

Foi nesse momento que a Authentic Brands Group (proprietária da Reebok) e os donos de shopping centers Simon Property Group e Brookfield Property Partners se uniram para comprar a Forever 21.

Parte da proposta era que eles seriam mais flexíveis sobre os aluguéis, dando à varejista um pouco mais de margem quando as coisas não estivessem indo tão bem.

No entanto, chegaria outro desafio... 🇨🇳

Shein e Temu utilizam milhares de fábricas na China para lançar novos produtos a preços ainda mais baixos. Por exemplo, uma camiseta da Forever 21 que é vendida por cerca de US$ 11 você encontra na Shein por US$ 5.

Eis que, em 2023, a Forever 21 fechou uma parceria com a Shein, e a varejista chinesa passou a ofereceu uma linha da marca americana em seu site. 

  • No entanto, embora isso tenha rendido algumas vendas, não foi o suficiente para recuperar o espaço perdido para as concorrentes asiáticas.

🔮 Looking forward. As lojas Forever 21 nos EUA começaram as liquidações, oferecendo grandes descontos nos produtos restantes

Mas isso não significa que a Forever 21 desaparecerá completamente. A Authentic Brands planeja continuar sendo dona da Forever 21 e tem lojas no exterior que não serão afetadas por esse pedido de recuperação judicial.

A marca também está aberta a ideia de ser comprada e há vários meses procura por interessados — foram contatados mais de 200 potenciais licitantes, mas nenhum acordo viável foi fechado.

Redação

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